sexta-feira, 22 de outubro de 2010

HOMEM e MULHER MADUROS

 
 
Homem e mulher maduros

Gostamos do belo, do conforto, do bom gosto!
Aprendemos a diferença entre
viver e saborear a vida.
Gostamos do nosso trabalho e do resultado dele.
Nos sentimos super poderosas por muitos momentos.
É bom. É inegável.
Gostamos do plural, do composto, do novo.
Podemos prover sozinhas nossa prole, ou até termos uma ajuda!
Mas podemos...
Aprendemos tecnologia, corremos atrás do tempo...
Mas somos rápidas e eternas aprendizes.
Engolimos soluços e temos a expertise
(para usar um termo executivo)
em máscaras de felicidade,
afinal temos a crença que um dia
as máscaras podem aderir definitivamente a nossa pele,
então que sejam de felicidade.
Buscamos e sentimos os pequenos prazeres:
roupas novas, banhos de cachoeira, banhos de mar,
até de banheira, senão uma boa ducha de chuveiro.
Temos nossas fraquezas.
Confessamos e desnudamos nossos segredos,
geralmente no nosso quarto.
Mas acordamos sempre melhores,
mesmo que tenhamos que nos socorrer
de um frontal de vez em quando.
Mas atenção homem de meia-idade:
Quero Você!
Não como esposa infeliz, até como esposas,
mas antes de tudo como mulher.
Quero você como companheiro,
como guerreiro, como ancora de paz,
e quando necessário como frágil menino...
Sua calvície, sua barriguinha,
seus sempre charmosos cabelos grisalhos,
são muito bem vindos,
principalmente se vierem acompanhados
de uma pontinha de vaidade.
Quero você como namorado,
com flores nas mãos e olhos cheios de cores.
Atenção Homem de meia idade:
É prescindível seu sexo sempre ereto.
Queremos por vezes, é claro,
é bom, é gozo, é vida, é ponta de loucura,
faísca de eternidade.
Mas é totalmente imprescindível a poesia,
a ternura, a individualidade respeitada,
o riso inconseqüente, o bom humor permanente.
Antes da fidelidade quero a sua lealdade.
É imprescindível uma boa dose de inteligência,
aquela que não segrega,
mas seleciona o bom, o bem e o enriquecedor.
Quero seu cheiro para partilhar o mesmo travesseiro,
mas, por favor, sem invasão de espaço.
Vou confessar:
Adoro quando vira travesso menino,
despem de sua sisuda experiência
e vira poeta do cotidiano e me faz chorar por puro amor.
O sentimento mais universal
e totalmente sem custos existente no planeta.
Ah esta idade! Idade madura,
até hoje ainda não tive outra tão bela.

Nesta idade só o que não temos mais
é tempo para jogar fora.

Texto adaptado