domingo, 9 de setembro de 2012

Deixe a Raiva Secar...

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Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
  • “Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo?
    Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

  • “Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?
    Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
    Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.
    Deixa a raiva secar primeiro..
    Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha... Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

  • “Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei.
    Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.
    Não foi minha culpa.”

“Não tem problema, disse Mariana,
minha raiva já secou.”

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.

Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.



Diante de uma situação difícil,
 Lembre-se sempre:
Deixe a raiva secar.
 
 
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O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


 

Contei meus anos e descobri que terei
menos tempo para viver daqui para a frente
do que já vivi até agora.Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menina que recebeu
uma bacia de cerejas. As primeiras,
ela chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas,
rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar

melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos
que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário-geral do coral.
"As pessoas não debatem conteúdos,
apenas os rótulos".
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,
quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas
e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

 

Começo, meio e fim ...




A vida tem sons que prá gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção qualquer coisa assim
Que tem seu começo, seu meio seu fim
A vida tem sons que prá gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção
Que fale de amor que faça chorar
Que toque mais forte esse meu coração
Ah coração se apronta prá recomeçar
Ah coração e esquece esse medo de amar de novo
A vida tem sons que prá gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção qualquer coisa assim
Que tem seu começo, seu meio seu fim
A vida tem sons que prá gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção
Que fale de amor que faça chorar
Que toque mais forte esse meu coração
Ah coração se apronta prá recomeçar

Ah coração e esquece esse medo de amar de novo
Ah coração se apronta prá recomeçar
Ah coração e esquece esse medo de amar de novo
Ah coração se apronta prá recomeçar
Ah coração e esquece esse medo de amar de novo
Ah coração se apronta prá recomeçar
Ah coração e esquece esse medo de amar de novo
Ah coração se apronta prá recomeçar
Ah coração e esquece esse medo de amar de novo








Sentimentos x Emoções

As pessoas pensam porque sentem...

Toda ação criativa é decorrente de um sentimento.  Portanto, os sentimentos desempenham um papel muito importante, porque acionam todos os pensamentos e ações.
É fundamental diferenciar emoções de sentimentos, pois existe muita confusão, porque na verdade, elas caminham muito perto uma da outra. Até porque, todas afloram do mesmo ponto da mente, o subconsciente; embora as emoções sejam mais reptilianas, enquanto os sentimentos são mais límbicos.

A grande diferença está no processo evolutivo do indivíduo, ou seja, se ele aceita ser movido:
- Pelos instintos e a irracionalidade ou,
- Pela espiritualidade, assumindo seu livre-arbítrio e todas as suas conseqüências.
A emoção é o estado afetivo intenso, muito complexo, proveniente da REAÇÃO, ao mesmo tempo mental e orgânica, sob a influência de certas excitações internas ou externas. Na emoção existe forte influência dos instintos, das inferioridades e da não-racionalidade.
O sentimento se distingue basicamente da emoção, por estar revestido de um número maior de elementos intelectuais e racionais. No sentimento já existe alguma elaboração no sentido do entendimento e da compreensão. No sentimento já acontece uma reflexão e aproximação do livre-arbítrio, da espiritualidade e da racionalidade ou evolução humana.
Feita esta diferenciação, existem três tipos de sentimentos —
  1. agradáveis,
  2. desagradáveis e
  3. neutros.
Quando temos um sentimento desagradável, desejamos evitá-lo. Porém, o ideal é voltar à respiração consciente, que vai oxigenar, trazer clareza e; apenas observá-lo, identificando-o em silêncio. Inspirando, tomo consciência de que há um sentimento desagradável em mim. Expirando, percebo claramente que há um sentimento desagradável em mim. Raiva, tristeza ou medo, nomeado e identificado com clareza, fica mais sincera e profunda a forma de lidar com ele.

A respiração é a forma mais poderosa à nossa disposição para nutrir e fortalecer as  condições de como lidar com os desafios emocionais e afetivos. As filosofias orientais já dominavam este conhecimento e faziam uso desta ferramenta há milênios. Bons exemplos são a yoga e os mantras.

Através da respiração é possível entrarmos rapidamente em contato com nossos sentimentos, observá-los por uma ótica mais clara e administrá-los. Se a respiração for leve e tranqüila — resultado natural da respiração consciente — a mente e o corpo irão lentamente se tornando leves, tranqüilos e claros. E da mesma forma os sentimentos.

Na emoção a respiração é frágil, inadequada, ineficiente: não permite verdadeira InspirAção (Ar, Oxigênio) ou ExpirAção (limpeza).

Na cura dos sentimentos desagradáveis é fundamental cuidado, afeição e não-violência. Não acredito em transformações sem amor. Mesmo porque, através da observação consciente, os sentimentos desagradáveis podem ser muito esclarecedores, proporcionando revelações e compreensão a respeito de nós mesmos, do desafio e da nossa sociedade. O sentimento verdadeiro é a compreensão, é o perdão e muitas vezes gratidão.
Em vez da ação que busca se desfazer de partes de nós mesmos, devemos aprender a arte da transformação. Podemos transformar nossa raiva, por exemplo, em algo mais salutar como a compreensão. E, desta mesma forma, é possível tratar a depressão, a ansiedade, o medo ou a desesperança.

Alegria é um sentimento. Euforia é emoção.
Tristeza é um sentimento. Depressão é emoção. A tristeza é inevitável em algumas situações da vida, mas ela pode ser vivenciada juntamente com a paz, porque acontece a compreensão de que tudo é passageiro e transitório, como também aprendizado.
Medo é um sentimento. Pânico é emoção. Os medos são muitos e até servem como autoproteção, autopreservação ou alerta. Mas o medo constante, sem motivo aparente ou real, que paraliza, revela falta de lucidez e confiança. Coragem (coração + ação) é fazer com medo.
Raiva é um sentimento. Ódio é emoção. É humano expressamos o sentimento de raiva, até como um posicionamento, um discernimento. Mas este sentimento deve ser rápido, passageiro, o tempo de aprender como transformá-lo em atitudes realizadoras, oportunidades do exercício da paciência, tolerância e compreensão. Jamais deixe que a raiva se transforme em mágoa, rancor ou ódio, pois este é o caminho da autodestruição.
Amor é um sentimento. Paixão é emoção. O Amor anima e liberta. Junto com a paixão vem de brinde o ciúmes, a dor, insegurança e a possessividade. As emoções nos levam às ilusões, às falsas expectativas, à distorção da realidade. Desta forma, ficam comprometidos o discernimento e a capacidade de julgamento. Fica faltando a inspiração que nos enche da luz da evolução espiritual.
Os sentimentos nos fazem superar, crescer, transbordar, expandir para a conquista da paz.