A FORÇA DAS PALAVRAS
Você já pensou sobre a força das palavras?
Na força negativa e positiva?
Sim, afinal, as palavras podem libertar e oprimir,
alegrar e entristecer, fazer viver e fazer morrer,
aliviar e angustiar, rir e chorar,
incentivar e esmorecer,
amar e odiar e assim tantas coisas mais.
Estava
pensando sobre estas coisas e, coincidentemente, encontrei
um texto da escritora Lya Luft. Ela, entre outras coisas, afirma que a palavra
faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou
nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos.
Com a
palavra, liquidamos negócios, amores.
Uma palavra
confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.
“Vá”, “Venha”, “Fique”, “Eu vou”, “Eu não sei”, “Eu quero, mas não posso”, “Eu
não sou capaz”, “Sim, eu mereço” - dessa forma, marcamos as nossas escolhas. Viemos
ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas
ou servos de quem as batizar antes de nós.
Palavras
podem ofender mais do que a realidade:
- Você aquela vez disse que eu...
- De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas...
- Mas você disse...
- Nunca! Tenho certeza absoluta!
- Você nunca fará parte da minha vida!
Vivemos nesses enganos,
nesses desencontros,
nesse desperdício de felicidade e afeto.
